Consultório

PSICOLOGIA CLÍNICA E PSICOTERAPIA

 

Abordagem Integrativa da Consulta Psicológica, Orientação Teórica de base Cognitivo-Comportamental e recurso às abordagens Psicoterapia Focada nas Emoções, Psicoterapia do Attachment e Psicoterapia Existencial-Humanista.

 

 

 

 

 

SERVIÇOS PRESTADOS:

 

INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA COM ADULTOS

 

Perturbações de Attachment e dificuldades no Relacionamento Romântico

Perturbações do Relacionamento Interpessoal

Perturbações do Humor

Depressão, Doença Bipolar

Perturbações da Ansiedade

Perturbações do Comportamento

Perturbações do Comportamento Alimentar

Perturbações da Personalidade

Luto 

Perturbações do Processo de Luto

Perturbações Psiquiátricas diversas

outras situações de desconforto emocional

 

 

 

 

AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA COM CRIANÇAS

Dra. Ana Lacerda em parceria com Dra. Marta Gonçalves

 

DRA. MARTA GONÇALVES

 

Avaliação psicológica da criança e do adolescente

Despiste de problemáticas do foro cognitivo: dislexia, disortografia e disgrafia; discalculia; hiperatividade, défice de atenção e impulsividade; défice cognitivo e de funções psicossociais, entre outras

Orientação vocacional a jovens do 9º ao 12º Ano e a adultos

 

DRA. ANA LACERDA

 

Acompanhamento na Adopção

Perturbações do Attachment

Dificuldades de relacionamento e comunicação, dificuldade na relação com os pares e/ou familiares,  isolamento

Depressão, sentimentos de tristeza e/ou apatia

Comportamentos opositores e agressivos

Dificuldades de aprendizagem de origem emocional

Medos, fobias e ansiedade

 

 

Baixa auto-estima

Trauma e luto

Instabilidade ou alterações familiares, divórcio dos pais

Sintomas somáticos sem causa física

Outros sintomas que indiquem sofrimento emocional

 

Ana Lacerda

PSICOTERAPEUTA

 

 

ÁREAS DE ESPECIALIZAÇÃO

Psicoterapia Focada nas Emoções (EFT - Emotion-Focused Therapy)

 

 

Um dos princípio da EFT é o de que não podemos sair de um lugar se ainda lá não tivermos chegado. A pessoa precisa de conhecer o lugar psicológico em que se encontra, saber o que está a sentir, e que necessidades tem, antes de poder tomar uma acção construtiva. O trabalho da EFT consiste em reclamar sentimentos que foram negados, procurar, dentro de nós mesmos a informação necessária, que pode ter sido afastada da consciência por motivos vários. Este processo permite, não apenas descobrir algo que não se sabe, mas também ganhar consciência de partes nossas/emoções que foram negadas, negligenciadas ou encobertas.

As nossas emoções sinalizam o que é importante em cada situação e ajudam-nos a identificar os nossos desejos e necessidades. É este conhecimento que nos permite decidir quais as acções apropriadas em cada momento. As emoções são fundamentalmente adaptativas e guiam-nos para o crescimento. A Terapia Focada nas Emoções (EFT) procura ajudar a pessoa a ganhar consciência das suas emoções, a aprender a expressá-las de forma construtiva, a saber tolerar, regular e/ou modificar emoções difíceis ou desadaptativas, reflectindo sobre elas e sobre o seu sentido. Ter conhecimento sobre as emoções não é suficiente, é necessário experienciá-las. No ambiente seguro da Psicoterapia, é possível que a pessoa descubra, por si mesma, o valor aquilo que está a sentir, o seu significado, e de que forma pode flexibilizar ou expressar as emoções de forma a proteger e melhorar as suas relações.

Baseando-se na Emoção, no Attachment (vínculos afectivos), e no crescimento/desenvolvimento da pessoa, a EFT distingue as emoções em que a pessoa pode confiar como guias adaptativos para o crescimento daquelas emoções que são resíduos de memórias dolorosas que se tornaram desadequada para o próprio no seu contexto actual e que necessitam de ser transformadas. A pessoa aprende, com a sua própria experiência, a ganhar acesso ao seu mundo interno que é povoado por emoções, pensamentos, sensações físicas, memórias, etc, que até então foram ignorados, rejeitados ou temidos. Acedendo aos seus processos emocionais saudáveis, como o luto após uma perda, a raiva protectora, a compaixão, ou a tristeza justificada, pode usar estes recursos para transformar emoções problemáticas como o medo do abandono, a vergonha patológica, ou a tristeza injustificada, que se desenvolveram a partir de aprendizagens negativas do passado ou de experiências traumáticas.

 

 

 

Psicoterapia do Attachment (Vinculação, Relacionamentos e Amor)

 

 

A Terapia do Attachment centra a sua atenção nos principais afectos que vivemos ao longo da vida e no sistema que rege este fenómeno. Estamos, desde o nascimento, preparados para criar laços afectivos. O primeiro vínculo (attachment) que a criança cria é, geralmente, com a mãe ou com o seu ou principal cuidador. Este primeiro attachment é essencial para o desenvolvimento de um estilo de relacionamento que irá marcar as suas relações futuras, principalmente em contexto romântico. Um primeiro vínculo fraco pode resultar em estilos inseguros que irão dificultar a criação de relações adultas seguras e saudáveis, uma vez que o relacionamento amoroso no adulto é um processo de vinculação.

Os problemas afectivos ou de attachment resultam, tipicamente, de separações precoces na infância, situações de negligência, abuso, conflito, ou outras situações em que haja incapacidade dos pais em providenciar à criança uma relação próxima onde a sua autonomia também seja respeitada. Isto leva a que, as relações adultas possam vir a ser marcadas por inseguranças que se manifestam como dependência excessiva, ou, pelo contrário, incapacidade na proximidade ou no compromisso.

De uma forma bastante simples, podemos dizer que o Sistema de Attachment coloca a seguinte questão: “a minha figura de vinculação está próxima e acessível?” Se a resposta da criança é afirmativa, esta sente-se amada e protegida, e ganha segurança e autonomia para explorar o mundo à sua volta, brincar com outras crianças, ser sociável. Se, no entanto, a resposta é negativa, ela torna-se ansiosa e precisa de estar sempre perto da mãe (ou da figura de vinculação) ou então habitua-se a não depender afectivamente desta e passa a lidar com o mundo contando apenas consigo mesma para resolver as suas necessidades emocionais. Na idade adulta, podemos encontrar as marcas deixadas pelas primeiras relações.

 

Os 3 principais Estilos de Attachment na idade adulta:

– As pessoas com um estilo de attachment seguro estabelecem facilmente relações de proximidade com outras pessoas e sentem-se confortáveis com a intimidade. Conseguem cuidar do outro e permitem-se serem cuidados, numa relação de reciprocidade com alternância de papéis. Por se considerarem pessoas passíveis de serem amadas, não se mostram preocupados com a possibilidade de serem abandonados. Os seus parceiros são para eles uma base segura nas situações de adversidade, e são percepcionados como sensíveis e responsivos.

– Pessoas que têm um estilo de attachment inseguro-ansioso/ambivalente precisam de uma grande proximidade e de validação constante. A sua necessidade é, muitas vezes, maior do que aquela que o seu parceiro pode providenciar. Há constantemente medo do afastamento e perda do amor das figuras significativas. Estabelecem, frequentemente, relações assimétricas em termos de cuidados, cuidando ou sendo cuidados de forma quase compulsiva, com uma reduzida flexibilidade para a alternância de papéis.

– O estilo de attachment evitante é caracterizado pelo desconforto que os indivíduos têm com a proximidade e a intimidade que as relações românticas implicam. Estas pessoas mostram dificuldade em confiar no outro, uma vez que percepcionam as figuras de vinculação como não responsivas em situações de adversidade; cuidar e ser cuidado é algo que tendem a evitar, uma vez que percepcionam este factor como uma dependência desagradável.

A Psicoterapia do Attachment pretende ajudar a modificar estilos de attachment inseguros, permitindo que a pessoa ganhe confiança em si e no outro, aumentando a sua capacidade de gerir as relações de forma mais satisfatória, equilibrando a capacidade para a intimidade com a necessária autonomia. Identificando o estilo de attachment de cada pessoa, é possível aceder aos pensamentos e emoções que o acompanham e, através da relação terapêutica, aumentar os níveis de confiança, e gerar percepções mais positivas sobre o próprio, o outro, e os relacionamentos. Um estilo de attachment seguro é uma base para a capacidade de relacionamentos românticos mais estáveis, duradouros e satisfatórios.

 

 

 

 

 

PERCURSO

RESUMO ACADÉMICO/PROFISSIONAL

 

 

Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos (cédula 15177)

Licenciatura em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa em 2001, ramo de Psicoterapia e Aconselhamento;

Associada da APTCCI, Associação Portuguesa de Psicoterapias Comportamental, Cognitiva e Integrativa

– Especialidade Avançada de Psicoterapia na APTCCI, Associação Portuguesa de Psicoterapias Comportamental, Cognitiva e Integrativa, 2016

Exercício de Psicoterapia/Psicologia Clínica em contexto de Prática Clínica Privada (desde 2006)

Intervenção Psicoeducativa em Grupo

Entre 2007-2008 colaboração com a Unidade de Psiquiatria do Hospital Santa Maria, acompanhamento de pacientes com Esquizofrenia, Depressão, Doença Bipolar, Anorexia, Bulimia, Perturbação da Personalidade Borderline, Perturbação Obsessiva-Compulsiva, entre outras, na vertente da Terapia Experiencial através da Arte e Acompanhamento dos Grupos de Terapia Multifamiliar.

2010 colaboração com o NUPE – Núcleo de Psicologia e Educação na Academia de Psicologia e Teatro; Participação nas actividades e eventos do NUPE onde acompanha crianças e adolescentes oriundos de populações em risco.

Participação em projecto de Intervenção no Hospital Júlio de Matos, com o Grupo de Teatro Terapêutico composto por doentes psiquiátricos com patologias variadas e em sistema de tratamento ambulatório. Acompanhamento dos Grupos Terapêuticos, 2004.

Outros

Psicologia das Organizações: Consultoria/Coaching/Formação (desde 2005). Desenvolvimento de projectos nas áreas comportamentais no desenvolvimento de pessoas dentro das organizações em áreas como: Gestão Emocional, Liderança, Gestão de Equipas, Motivação, Trabalho em Equipa, Comunicação, Gestão de Stress, etc.

Speaker em PALESTRAS DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, IFAP – Instituto do Financiamento da Agricultura e das Pescas: Talk orientado para a promoção da reflexão acerca das emoções vivenciadas no mundo do trabalho. O papel das emoções no bem-estar laboral e no desenvolvimento da carreira.

Técnica da APAV (Associação Portuguesa De Apoio À Vítima) acompanhamento de vítimas de Violência Doméstica, entre 2005 e 2006.

Estágio Académico de Psicologia Clínica no Hospital Egas Moniz – Unidade de Doenças Infecto-Contagiosas – acompanhamento de doentes com Sida. Completou o seu Estágio Académico no Serviço de Aconselhamento Psicológica da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, 2001.

 

FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

 

2017 / 2018 – ATTACHMENT NARRATIVE THERAPY, Working Systemically with Attachment Narratives
Curso ministrado em The Bowlby Centre, Londres
Treino em Psicoterapia Psicanalítica Relacional baseada no Attachment
Orientação: Proff Rudy Dallos, Universidade de Plymouth; Prof Arlene Veteres, Diakonhjemmet University College, Oslo, Norway
Temas: Introduction and Implications of Attachment; Attachment Narratives; Working Therapeutically with Couples; Working Therapeutically with Trauma and Loss

 

2016 – Seminário “Mindfulness e Terapia de Aceitação e Compromisso”
Orientação: Maria Karekla – PhD,
Seminário promovido pela Associação Portuguesa de Psicoterapia Comportamental e Cognitiva e pela Sociedade Portuguesa de Terapia Existencial

 

2014 – IX Congresso Iberoamericano de Psicologia e 2º Congresso dos Psicólogos Portugueses
Orientação: Michael Basseches – PhD, Bureau of Study Counsel na Harvard University, Professor na Suffolk University

 

2014 – Encontro-Debate Multidisciplinar: “Percursos da Identidade”
Sociedade Portuguesa de Psicossomática e da Sociedade Portuguesa de Psicodrama Psicanalítico de Grupo
Temas: “Corpo e Género”, “Aspectos genéticos da diferenciação sexual”
Orientação: Ana Medeira – Pediatra e Geneticista Clinica, membro da Direcção da Sociedade Portuguesa de Genética Humana, da Direcção do colégio de especialidade de Genética da Ordem dos Médicos; Ângela Vila-Real – Psicóloga Clínica, Psicanalista da SPPS, Professora Auxiliar no ISPA-IU, Presidente da Comissão Instaladora da Associação Identidade e Afectos; Jorge Câmara – Psiquiatra, Psicanalista da SPPS, Membro da SEPEA, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Psicossomática, Membro da Comissão Instaladora da Associação Identidade e Afectos.

 

2013 – 1st International Conference of LGBT Psychology And Related Fields
Coming-out for LGBT Psychology in the current Scenario
Lisbon, Portugal, 20 – 22 June 2013
Chair of the Scientific Program: Henrique Pereira, PhD,
Proeminent Speakers: Fiona Tasker (Birkbeck University of London, United Kingdom), Gary Harper (University of Michigan, United States of America) and Vivienne Cass (Curtin University, Australia)

 

2013 – Seminário “Análise Desenvolvimentista do Processo Psicoterapêutico, Fases do Processo e Regulação da Satisfação de Necessidades como Instrumentos Terapêuticos”
Orientação: Michael Basseches – PhD, Bureau of Study Counsel na Harvard University, Professor na Suffolk University
Seminário promovido pela Associação Portuguesa de Psicoterapias Comportamental e Cognitiva.

 

2012 – 1º Congresso Nacional da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Tema: “Afirmar os Psicólogos”
Orientação: Telmo Mourinho, Bastonário;
Oradores: Carla Moleiro Eduardo Sá, José Maria Peiró, Cristina Soeiro, Isabel Gonçalves, Jeanne Watson, entre outros.
4 dias. Cento Cultural de Belém

 

2011 – V European Meeting On Psychology And Ethics
“A Psicologia em Tempos de Crises”
Organização: ISPA – Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Lisboa
Speakers do Colóquio: Rui Oliveira (Reitor do ISPA); Victor Cláudio (Psicólogo, ISPA); Seabra Dinis (Sociedade Portuguesa de Psicanálise); Teresa de Almeida e Silva (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas); Isabel Correia (ISCTE); Eduardo Sá (Universidade de Coimbra/ ISPA); Andrea Canevaro (Universidade de Bolonha); Emanuela Cocever (Universidade de Bolonha);   José Morgado (Psicólogo/ ISPA); Teresa Sá (Psicanalista/ Escola Sup. de Educação de Santarém); Cármen del Rio (Facultad Psicología / Universidad de Sevilla); Júlio Machado Vaz (Psiquiatra); Margarida Gaspar de Matos (Faculdade de Motricidade Humana); Casper Koenen (Psicólogo – Holanda); Coimbra de Matos (Psiquiatra/ Psicanalista)

 

2010 – Seminário Psicoterapia Focada nas Emoções
“Process-Experiential / Emotion-Focused Therapy”
Certificação – First half of an Emotion Focused Therapy Level 1 Training
Orientação: Robert Elliott – Professor Emeritus de Psicologia na Universidade de Toledo; Anja Rutten, Staffordshire University
Seminário promovido pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa e pela Sociedade portuguesa de Psicoterapias Construtivistas

 

2010 – SEMINÁRIO “EMOÇÕES” (NA ADOLESCÊNCIA), III ENCONTRO, ESPAÇO S
Seminário para a promoção da reflexão e debate entre técnicos de diversas valências acerca das emoções vividas na adolescência (e ao longo do desenvolvimento). O papel das emoções no equilíbrio psicológico; a emoção em contexto psicológico; a emoção em contexto psicoterapêutico.
Mesas: Biologia e Emoções; As Emoções na Adolescência; Psicodrama e Emoções; Emocion’Art; Educar as Emoções; Saúde Sexual e Reprodutiva e Emoções.
Participação na mesa Emocion’Art que abordou as questões da arte como motor de conhecimento das emoções e do seu desenvolvimento adaptativo.
Organização: Espaço S; Câmara Municipal de Cascais
Speakers: Prof. Doutor Victor Almada; Prof. Doutor Alexandre Castro Caldas; Prof. Doutor Victor Cláudio; Prof. Doutor António Branco Vasco; Dr. António Gonzalez; Prof. Doutor Luís Miguel Neto; Prof. Doutora Helena Marujo, entre outros.

 

2009 – Seminário de Psicoterapia Experiencial
Tema:Aprofundar a Sintonização Empática em Psicoterapia”
Orientação: Jeanne Watson, PHD – Psicoterapeuta e Investigadora (Canadá)
Seminário promovido pela Associação Portuguesa de Psicoterapias Comportamental e Cognitiva.

 

2009 – 16º Congresso da Associação Europeia de Psicoterapia
Tema: “Meanings of Happiness and Psychotherapy”
Speakers: Alfred Pritz, Eugenijus Laurinaitis, Teresa Garcia-Sanchez, Roberto Parrini, Mony Elkaim, António Branco Vasco, Telmo Baptista, Emmy Van Deurzen, Digby Tantam, Rodolfo de Bernart, Patrizia Moselli, João Marques Teixeira, Constança Machado, Eduardo Sá, Germain Liataer, Serge Singer, Theodore Itten, Michel Meignant, Nossrat Peseschckian.

 

2006 – PFA – Psychological First Aid,
Primeiros Socorros Psicológicos em Situações de Catástrofe,
Universidade Johns Hopkins
Orientação de George Everly, Jr., PhD
Formação online

 

2005 – APAV Formação em Intervenção Psicossocial com Vítimas de Violência Doméstica
Formação Teórico-prática em Intervenção Psicossocial com Vítimas de Violência Doméstica

 

1999 – “Perturbações Psicossociais em Crianças e Adolescentes” (Conferência)
Temas: “O Papel da Sociedade Civil Perante Crianças e Adolescentes de Risco”; “Psychosocial Disturbances In Young People”; “As Intervenções Psicoterapêuticas hoje e no Futuro”; “A Justiça Na Prevenção das Evoluções Marginais”
Oradores: Pedro Strecht; Daniel Sampaio; Peter Wilson; Teresa Ferreira; Armando Leandro

 

Princípios Orientadores

A Psicoterapia é tão vasta como qualquer ser humano. É uma viagem ao fundo de nós. Uma viagem que fazemos acompanhados. Partimos do aqui e agora e andamos por todo o lado. Quando voltamos estamos diferentes, transformados, maiores.

 

CÓDIGO DEONTOLÓGICO DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES

 

 

PRINCÍPIO A — Respeito pela dignidade e direitos da pessoa

Os/as psicólogos/as devem respeitar as decisões e os direitos da pessoa, desde que estes sejam enquadrados num exercício de racionalidade e de respeito pelo outro. Nesta perspectiva, não devem fazer distinções entre os seus clientes por outros critérios que não os relacionados com os problemas e ou questões apresentadas, e devem, com a sua intervenção, promover o exercício da autonomia dos clientes.

A dignidade consiste num valor universal, característico do ser humano, sendo que decorre da sua natureza racional e relacional tornando-o capaz de distinguir o bem do mal e de construir relações interpessoais. A dignidade será, então, um valor específico e exclusivo da pessoa humana que deve ser respeitada sob pena de lhe ser negada a sua própria condição.

Respeitar a dignidade será aceitar todas as decisões da pessoa desde que enquadradas num exercício de racionalidade, a partir de uma cons- ciência alargada e reflectida. Porém, estas decisões não podem ser desenquadradas da realidade social que envolve a pessoa e que condiciona todo o seu ser e o seu agir. Por isso, a referência aos direitos e à natureza relacional da pessoa.

(…)

Este princípio geral corresponde à obrigação dos/as psicólogos/as em olhar para a pessoa como um ser único, diferente de todos os outros, com vontade própria que, mais do que ser respeitada deverá ser promovida no contexto relacional característico da pessoa humana. Este princípio obriga os/as psicólogos/as a respeitar e a promover a autonomia e autodeterminação do seu cliente, aceitando de uma forma incondicional todas as suas opiniões, preferências, credos e todas as características decorrentes da afirmação do seu carácter, desde que integradas num quadro de coerência e de respeito pelo outro. Os/as psicólogos/as obrigam-se a tratar todas as pessoas a partir de uma igualdade desigual, considerando uma perspectiva justa na promoção de condições que considerem as diferenças individuais de cada um, e que, à partida, não coíbam determinadas pessoas de atingir o mínimo essencial para uma igual dignidade como seres humanos.

 

PRINCÍPIO B — Competência

Os/as psicólogos/as têm como obrigação exercer a sua actividade de acordo com os pressupostos técnicos e científicos da profissão, a partir de uma formação pessoal adequada e de uma constante actualização profissional, de forma a atingir os objectivos da intervenção psicológica (…).

 

PRINCÍPIO C — Integridade

Os/as psicólogos/as devem ser fiéis aos princípios de actuação da profissão promovendo-os de uma forma activa. Devem prevenir e evitar os conflitos de interesse e, quando estes surgem, devem contribuir para a sua resolução, actuando sempre de acordo com as suas obrigações profissionais.

A integridade é a qualidade de quem revela inteireza moral, também definida como uma virtude, uma conjugação coerente dos aspectos do eu. Para os/as psicólogos/as, será necessário que a esta coerência de carácter se adicione uma fidelidade aos princípios de actuação da profissão, defendendo-os quando estão ameaçados. Deve então promover-se, no contexto profissional, a integridade moral como um traço de carácter que consiste numa integração coerente de valores profissionais razoavelmente estáveis e justificáveis, acompanhada de uma fidelidade activa a esses valores tanto no juízo como na acção. (…)

 

PRINCÍPIO D — Beneficência e não-maleficência

Os/as psicólogos/as devem ajudar o seu cliente a promover e a proteger os seus legítimos interesses. Não devem intervir de modo a prejudicá-lo ou a causar-lhe qualquer tipo de dano, quer por acções, quer por omissão.

Se a Psicologia tem um espectro de actuação muito largo, estando presente em quase todas as actividades humanas, a verdade é que deve ser assumida como uma actividade ao serviço do bem-estar da pessoa humana. Nesse sentido, o seu papel assistencial deve estar sempre presente, considerando-se os/as psicólogos/as como profissionais que desenvolvem o seu trabalho na promoção do bem-estar físico, psíquico e social de pessoas, grupos, organizações e comunidades. Consequente- mente, um dos deveres prioritários será o de se preocupar em fazer o bem ao seu cliente e em evitar, de toda a maneira, prejudicá-lo. (…)

 

 

Consultas – Informações

 

CONSULTAS:

Consulta do Adulto

Consulta da Criança

IDIOMAS:

Consultas em Português e Inglês

HORÁRIO:

2ª a 5ª das 12h00-22h00

Contactos

 

Morada:
:Avenida 5 de Outubro, 114, 2º dto,
1050-060 Avenida Novas, Lisboa

Tel:
914 176 283

E-mail:
ana.lacerda.psic@gmail.com